1 de março de 2007

Enviado por um amigo

Diz Anauvo:

Máscara de madeira típica de Lazarim. Dizem que, como as pessoas não queriam ser reconhecidas, as primeiras máscaras eram feitas de tábuas direitas, com buracos para os olhos. A Arte veio depois.

(fotografia de Anauvo)
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Obrigada, Anauvo, e bem-vindo. :-)

Estas são as sobrevivências do verdadeiro Carnaval, uma festa pré-histórica europeia cheia de significados que hoje em dia os etnólogos, mesmo eles, só conseguem suspeitar.
Nem a Igreja conseguiu acabar com estas manifestações populares, tão enraizadas estavam na cultura do povo. Acabou por as aceitar, fazendo de conta que as não via, como último grito de loucura antes da Quaresma.
Para saber mais sobre estas festas podem procurar
aqui.
Guida

3 comentários:

Valdomiro disse...

Esta máscara me intrigou e ainda me intriga.Tão logo a vi, fiquei por um bom tempo olhando para ela...tentando entendê-la..buscando na minha memória a sua história( que ainda não sei .Para mim nem sempre é bom saber a verdadeira história e sim criar a sua própria).Acho que fiz isso...esta máscara intrigante me remeteu ao meu tempo de infância..lá no interior do Estado de São Paulo...durante os meses de janeiro quando tínhamos as Festas de Santo Reis(assunto colocado no meu blog). Esta máscara lembra-me dos palhaços super divertidos que iam na frente dos músicos,invandindo as casas... cantando..fazendo palhaçadas....Restando a cultura de um povo e ao mesmo tempo oferecendo momentos de diversão,socialibilização.... Abraços.

Eliane disse...

Em primeiro lugar, preciso dizer que sou fascinada por máscaras. E pelas manifestações folclóricas "puras", aquelas que se mantém o mais próximo possível de suas origens.
Gostei muito dessa foto, o colorido dos panos em contraste à aparente rigidez da madeira.
É bom saber que o carnaval, em outros países, ainda não se rendeu aos modismos. E que não é necessário tirar a roupa pra chamar a atenção.
Adorei a foto e já fiz algumas pesquisas pra conhecer um pouco mais de Lazarim.
(Portugal me encanta, definitivamente).

Paulo disse...

A princípio, acreditei tratar-se de uma máscara do Carnaval de Veneza. Mas há algo, sim, de intrigante e misterioso nela. E acho que está aí o seu "charme": o de não permitir que o seu usuário possa se revelar. E creio ser bem esse o sentido dessa tradição. Algo tão diferente do Carnaval brasileiro, em que tudo acontece às claras. E o propósito é bem esse: revelar, escancarar, viver a vida intensamente. Nem que seja naqueles fugazes momentos de Carnaval.