16 de maio de 2007

Hitchcock??

Tenho sempre muitas janelas e portas abertas.
Uma tarde destas uma andorinha por três vezes entrou aqui no escritório, voou até à estante dos livros e saiu de novo.
Acabou por não voltar.
Acho que não coneguiu decidir em que livro devia fazer o ninho...

Desde há várias manhãs que ao acordar ouço uma pêga a gritar o seu gritinho e bicar a janela da cozinha, essa raramente aberta. Hoje consegui apanhá-la com a máquina.
Quase tenho a sensação de que me chama, sempre que faz isto...

Alguém quer inventar uma história que justifique estes estranhos comportamentos?

12 comentários:

Anónimo disse...

Há já algum tempo que não dava sinal por aqui.É bom ver que regressou.
Esta do Hitchcock está muito bem apanhada!
L.C.

sofialisboa disse...

olá margarida,
esses passaros podem ser quase domesticados, a minha avó tinha uma que também lhe batia todos os dias á janela, e isso era em plena lisboa. só tens de ter cuidado, pois apanham tudo o que brilha e levam. chaves e sobretdudo aneis. sofialisboa

margarida disse...

Sabes, Sofia, há imensa pêgas por aqui e nunca tentei domesticar nenhuma. Talvez ela procure alguma coisa que brilhe qunado o sol bate, àquela hora, na janela da cozinha.
Mas quanto a anéis não vai ter sorte. Faz muitos anos que não tenho nenhum. Dei-os todos. :-)
Ficaram-me os dedos, desta vez literalmente. :-)

TINTA PERMANENTE disse...

Não é necessário domesticá-la; basta uma mesa farta e uma taça de água fresquinha e aí está uma boa companhia...
Abraços!

Xana disse...

Eu acho que ela te vai trazer boa sorte e fortuna.

Sandokan disse...

Não vivo de pesadelos. Tenho sonhos como qualquer ser humano que procura a luz que nos guia. A vida envia-nos muitos sinais, basta estar atento e procurá-los à nossa volta.São muitos e enviados das mais diversas maneiras. Por isso sou um GUERREIRO LOBO, que mantendo a calma, sabe esperar e nunca ter medo.

Abri há pouco a janela
do meu quarto minguado,
entrou o vento
soprando forte
trazendo uma trova
e uma canção
com um refrão tão triste
que diz
que nunca mais te encontrarei.

Parti como um louco,
gemendo e chorando
e à tua porta bati.
Apareceste-me
bela e singela
com a tua leve candura
na face tinhas a lágrima da
desventura.

Soltei um grito de pânico,
que atravessou o oceano
e num rochedo fez eco
levado pelos anjos
que partiram para sempre.

Grito agudo e
lancinante
que transporto sempre no peito
deixando amargas liras
e a saudade de te ver.
Perdi-te meu AMOR.

Meus amigos e amigas: Aceitai o medo como que ele faça parte integrante das nossas vidas. Aceitai-o, mas não tenhais receio de AMAR. Aceitai especialmente o medo da mudança, mas saibamos caminhar sempre em frente apesar do bater do nosso coração nos lançar um grito lancinante como que a dizer: VOLTA PARA TRÁS!
As trevas da noite caem, mas a manhã volta de novo ainda mais brilhante.
Manteremos viva a nossa ESPERANÇA.

Com especial carinho para ti, dedico este meu poema.

Sou um GUERREIRO LOBO que habita as paragens das caçadas eternas do bosque da felicidade, o "nosso" :

http://lusoprosecontras.blogspot.com

Vinde até ele ouvir a minha história. É uma história de um Povo, e o Povo é simples como eu.

Deixo-te aqui, neste teu cantinho maravilhoso, um grande abraço de Amizade.

SANDOKAN

Noz Moscada disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Noz Moscada disse...

Sabe, eu sou mais esotérica, e acredito que essa ave é de bom agouro, alguém muito querido que partiu e a vem visitar. Durante algum tempo, numa casa onde vivi, costumava ter uma coruja que à noite ficava na janela do meu quarto, e naquela altura acreditei e ainda hoje credito que me guardava.

Quanto à sua andorinha, acho que ela não conseguiu decidir qual o livro que queria ler.

É natural que os passáros a visitem, gosta de animais....
beijos

18 de Maio de 2007 13:34

Anónimo disse...

Minha querida,

essa ave só pode ser alguém que te vem visitar de quando em vez...ouve-a...talvez num dos seus cantares, consigas descobrir quem é!

Abraço-te,

Cile

Eliane disse...

Quando vi "Os Pássaros", ainda criança, passei meses com medo de ir à escola. Havia, bem perto dela, uma fileira de árvores imensas, repletas de folhas que o vento agitava, dando a impressão de asas. Acho que, depois do filme, só passei por aquele trecho em corrida acelerada. E, embora possa parecer um trauma de infância, é uma lembrança boa. Talvez estivesse representando um personagem, talvez vivesse meu próprio filme diário.

Quanto ao "seu" pássaro... em primeiro lugar, a foto ficou fantástica (tenho adoração por fotografias de janelas).

Será que o bichinho não a está mesmo chamando? Tem cara de quem convida para um passeio...

Teresa Durães disse...

quem sabe? :)

boa tarde

Osório Cabral disse...

Guida

A andorinha estará lá à tua espera quando regressares de Lisboa com a boa notícia que tiveste hoje! E vai partilhar o teu sorriso!

Um abraço
Osório